Preços voltaram a subir no final de abril, após recuarem por duas semanas
O preço de paridade de importação (PPI) para a gasolina no Brasil atingiu a média de R$ 4,4068 por litro na semana de 27 de abril a 1º de maio. É o maior valor após o início do conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, no começo de março.
- Desde então, a gasolina importada subiu 72%.
- O pico anterior havia sido em junho de 2022, efeito de uma outra guerra, a da Ucrânia. Na época, a gasolina bateu R$ 4,95 por litro (R$ 5,82, se reajustada pelo IPCA do período).
- Os valores são calculados pela ANP com base em informações da S&P Global Commodity Insights.
Na semana passada, os preços dispararam mais de 9%, depois de duas reduções semanais seguidas em abril.
- O alívio ocorreu em meio à redução da cotação internacional do petróleo com o cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã por duas semanas.
Os preços de importação do diesel se beneficiaram de um recuo mais expressivo em meados de abril, mas seguem uma trajetória parecida. Na semana passada, o litro do diesel importado ficou em média a R$ 5,73, uma alta de 65% após a eclosão do conflito.
- O diesel importado chegou a custar R$ 6,40 na semana encerrada em 10 de abril.
Vale lembrar que a Petrobras atende a maior parte do mercado nacional e vem mantendo os preços abaixo da paridade de importação.
- O diesel importado tem maior peso na inflação, já que o mercado brasileiro precisa trazer do exterior cerca de 30% do que consome. No caso da gasolina, a dependência externa é menor, devido à mistura com o etanol e a eletrificação da frota.
- Atualmente, o percentual obrigatório de etanol na gasolina é de 30%, mas o aumento para 32% está na pauta de discussão da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) desta semana.
- Também está na pauta um aumento da mistura de biodiesel ao diesel para 16%.
E o sinal é de que a alta vai continuar para as cotações internacionais: na segunda (4/5), o Brent para junho subiu 5,8%, a US$ 114,44 o barril.
- O conflito voltou a esquentar, depois que o presidente Donald Trump prometeu uma operação para escoltar embarcações retidas no Estreito de Ormuz. O Irã chegou a afirmar que impediu a entrada de navios norte-americanos na via marítima, mas os EUA negaram. (G1)
- Um navio da Maersk que estava retido no estreito conseguiu deixar o estreito devido à escolta, segundo a companhia. Mas um petroleiro vazio da ADNOC foi atacado pelo Irã no estreito, segundo os Emirados Árabes Unidos. (Valor Econômico)
- Em paralelo, três cidadãos da Índia ficaram feridos após um ataque de drone do Irã na Zona Industrial de Petróleo de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. (CNN Brasil)
Risco de desabastecimento. O CEO da Chevron, Mike Wirth, afirmou que os estoques e reservas de oferta no sistema global de energia estão sendo reduzidos em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz, o que eleva a volatilidade dos preços e os riscos de desabastecimento.
Guerra comercial. O Ministério do Comércio da China emitiu uma proibição no sábado (2/5), determinando que sanções dos EUA aplicadas contra empresas chinesas de energia não devem ser reconhecidas, executadas ou cumpridas.
- Segundo o ministério, a nova rodada de sanções viola o direito internacional e os princípios básicos das relações internacionais.
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PPA de energia solar. A Meta fechou um contrato de compra de energia de longo prazo com a EDP, por meio da EDP Renewables North America, para o projeto solar Cypress Knee, localizado em Arkansas, nos Estados Unidos.
- O projeto terá capacidade instalada de 250 megawatts (MW) e conclusão prevista para 2028.
Venda de ativos de transmissão. A Axia Energia (ex-Eletrobras) vai vender participações minoritárias de 49% em quatro sociedades de transmissão de energia elétrica ao Grupo Energía Bogotá (Gebbras Participações), por R$ 451,5 milhões.
- A Gebbras já é proprietária da parcela de 51% das sociedades.
Minerais críticos. O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) apresentou na segunda (4) o relatório sobre o projeto de lei nº 2.780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
- O relatório propõe que o Conselho de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) tenha poder para vetar fusões e aquisições no setor mineral, com base em critérios definidos em lei.
Fonte: Eixos – Gabriela Ruddy e Gustavo Gaudarde publicado em 05/05/2026 07:00
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