Terminou nesta terça-feira (16/09), em São Paulo, a Conferência NovaCana 2025, que todos os anos reúne pessoas relevantes do setor sucroenergético proporcionando discussões aprofundadas sobre questões envolvendo os mercados de açúcar e de etanol.
Dividido em dois dias, ontem (15/09) foram realizados três painéis. Abel Leitão, presidente da BRASILCOM participou do painel _RenovaBio em ponto de inflexão: como maximizar valor e mitigar riscos_. Na pauta temas como: o mercado de CBIOs (oferta, demanda e preços); efeitos das novas penalidades para a parte obrigada; inadimplência e proteção jurídica das distribuidoras; efetividade do programa; real impacto nas finanças das usinas e estímulo a investimentos; mercado de futuros.
Também presentes no painel, Caroline Perestrelo, líder sênior da rede agro corporate do Santander e Luiz Gustavo Junqueira, diretor comercial da Alta Mogiana. Manoel Pereira de Queiroz, sócio sênior da Mapa Capital, foi o moderador.
Em sua fala de abertura, Abel Leitão reiterou o apoio da BRASILCOM ao RenovaBio, mas destacou que o programa precisa, urgentemente, ser revisado, pois como está estruturado hoje, transfere a renda obtida com a venda dos CBIOs da sociedade para um setor específico: produtores de biocombustíveis.
Leitão ressaltou que a parte obrigada, atualmente as distribuidoras de combustíveis, em especial as regionais, acabam tendo um custo muito alto. Tanto assim que existem 17 liminares na Justiça. Outro ponto questionado pelo presidente da BRASILCOM é qual o destino do montante recolhido, que até agora é cerca de R$ 30 bilhões. Esse dinheiro foi ou está sendo aplicado em melhorias para o meio ambiente?
Outro ponto defendido por Leitão foi o de tornar o CBIO, efetivamente, um crédito de carbono e vir a ser comercializado também no exterior, seguindo regras específicas como fungibilidade, adicionalidade, quem polui mais paga mais e sustentabilidade no suprimento.
Fonte: Federação Brasilcom